Arroz de festa.
Desde que me lembro, que me entendo por gente, sempre, sempre, gostei de comer. Mas não de um jeito: “ah, gosto de comer”. Era algo mais passional, mesmo. Então, qualquer dieta restritiva era um sacrifício.
Em 2015, com o objetivo de ter uma vida mais saudável (e emagrecer), entrei nessa pesquisa infinita sobre alimentação. Naquele momento, fiz a escolha alimentar que todo ser humano que começa a tentar ser mais saudável faz: alimentos integrais, sem gordura, sem açúcar, fitness, light e diet passaram a fazer parte das minhas compras. “Santo” capitalismo, sempre enfiando goela abaixo o que a gente “deve” comer.
Como estava determinada (eu sou determinada, vocês vão ver) a comer de uma maneira mais saudável, mas sem deixar de comer bem e gostoso, fui aprofundando as minhas pesquisas e sendo a minha própria "ratinha de laboratório". Na época, fui numa nutricionista que me pediu pra "anotar TUDO que eu comia, durante uma semana", falou que tinha de emagrecer tantos quilos e achei tudo aquilo um saco. Pensei: quem melhor do que eu pra escolher o que comer ou o que é bom pra mim? Mal sabia que ali dentro do meu ser já morava o ayurveda.
Mas essa caminhada teve (e tem) chão, porque entender o que é bom ou ruim pra gente é um processo individual, sim, e é também uma jornada longa - ou melhor, eterna. Até mesmo porque o que faz bem hoje, pode fazer mal amanhã. É até uma premissa do ayurveda: Nada é bom pra todo mundo o tempo todo. O que é “saudável” depende de uma série de fatores humanos e ambientais.
Pra começar, o que decidi então, naquela época, ainda sem muito entendimento sobre a minha própria pessoa: que só comeria arroz integral e o refinado (o branco) só em dias de festa.
Mas, afinal qual a diferença dos arrozes?
O integral é menos refinado e demora mais tempo pra ser feita a digestão. Teoricamente, ele te deixa satisfeito por mais tempo, além de liberar menos açúcar no seu corpo, por conta das fibras (é, carboidrato vira açúcar). Pesquisei tudo isso daí, mas esqueci de consultar uma pessoa: eu mesma. Afinal, nunca gostei muito de arroz integral.
Ainda assim, comi o famigerado arroz integral durante uns dois anos, até cair na real, graças a minha terapeuta ayurvédica. Ela me alertou que a gente não digere muito bem o que não quer de verdade.
Precisamos, sim, comer o que é bom pra nossa saúde, mas bom mesmo é quando isso “dá match" com o que a gente gosta.
Bom, por hoje, é isso. Abro aqui esse novo canal pra compartilhar um pouco dessas minhas experiências, pesquisas e receitas. Espero muito que elas possam ser úteis para você também.
Namastê!



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