Lugar de criança é…

Adoraria ter uma história linda sobre como aprendi a cozinhar. Quando me perguntassem: como aprendeu a cozinhar?, eu responderia: foi com a minha avó (ou com a minha mãe), ela me ensinou tudo que sei. Quando era criança, não saia da cozinha. Comecei um livro de receitas aos 7 anos e blábláblá. 

A minha história nada, nadinha, tem a ver com isso. Afinal, quando era criança, a minha mãe me deixava bem longe da cozinha. Ela achava que: era muito perigoso, fazia muita bagunça e sujava um monte de louça. Minha mãe cozinha gostosinho, mas o básico. A cozinha para ela é necessidade e praticidade. Já as minhas avós gostam de cozinhar, mas nunca foram muito de ensinar. 

Os adultos são loucos, né? Como eles querem que as crianças comam, apreciem a comida, sejam saudáveis, se não mostram os bastidores para elas? Ensinam higiene básica, cuidados diários, mas não ensinam a cozinhar. Sendo que, assim como tomar banho, a gente tem de se alimentar todos os dias.

É possível ensinar e aprender. 


Não tive nenhum grande conflito com a alimentação, nunca fui "chata para comer", sempre gostei bastante. Acho que o contato com a cozinha na infância teria me ajudado muito na vida adulta. Afinal, o ato de cozinhar vai além de cozinhar. 


Acredito que o nosso papel como "ex-crianças" é levar as crianças para cozinha. E mostrar como é o universo dos alimentos, como eles são preparados, onde eles nascem... Isso vai fazer muitos pais refletirem também, né? Se os alimentos chegam para as crianças direto no prato, para muitos adultos eles vêm das prateleiras do mercado e pronto!



A gente é o que a gente come.


Comer tem de deixar de ser apenas uma necessidade. Precisamos prestar atenção na nossa alimentação para entender o resultado disso no nosso corpo e mente. Consequentemente, observar como estamos alimentando nossas crianças (mais conhecidas como: o futuro do planeta). Isso sim, vai mudar tudo!

 

Namastê!

Comentários

Postagens mais visitadas